Exames de imagem

Exames de imagem: crianças e adolescentes só devem fazer quando necessário

Exames de radiologia são importantes. No entanto, quando os exames de imagem se referem a crianças e adolescentes, se tornam um ponto a mais de cuidado.

Isso porque a sociedade médica pede que os exames de imagem sejam feitos apenas quando houver verdadeira necessidade.

O motivo que pode ser óbvio para alguns, não é para outros. A radiação liberada nesses exames, apesar de pequena, pode se tornar adversa se feita em excesso.

Nem todo mundo ainda tem essa visão do problema, por isso que associações médicas têm tomado medidas por meio de ações para conscientizar os médicos. Veja mais sobre o assunto abaixo.

Quando a radiologia pode ser usada em crianças e adolescentes?

Não faz muito tempo que a Sociedade Brasileira de Pediatria junto com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem lançaram uma ação chamada “justifique”.

A campanha tem como iniciativa alertar os pediatras e outros profissionais também para a importância do cuidado ao pedir exames como raio x e tomografia.

Dessa maneira, os pacientes não são submetidos a doses supérfluas e radiação. Incentiva-se ainda que o médico coloque a justificativa do exame no pedido.

Assim, os radiologistas e técnicos podem averiguar se este é ou não o melhor método a se fazer.

Muitas vezes um exame é passado por conta dos pais insistirem no pedido. Isso porque os pais só ficam com a impressão de que o tratamento foi certo se o filho passou por exames.

Logo, esse é um ato que precisa se revisar também. O médico precisa explicar para esse responsável que a radiação não é algo indicado de se fazer a não ser que tenha muita urgência.

Como o raio x funciona?

O exame de raio x usa uma luz especial que faz com que o corpo a absorva e crie uma imagem de onde esses raios acabaram sendo absorvidos.

Em geral, se usa muito para poder ver as fraturas que ocorreram no corpo. Isso porque como os ossos são densos, acabam sendo facilmente capturados pela luz.

Sendo assim, torna-se possível ver se existe alguma anomalia no local. Dependendo do local a se fazer o exame, recomenda-se que o paciente tire a roupa e acessórios.

Assim, esses objetos acabam não interferindo no exame. O raio x é um exame bem rápido. No entanto, quando se trata de crianças, isso pode não acontecer.

Em especial crianças menores que costumam não ficarem quietas. Desse modo, o posicionamento em radiologia pode acabar ficando prejudicado.

E assim, o exame pode acabar tendo que se repetir por conta da imagem não estar clara. O que acaba se tornando prejudicial, visto que a quantidade de radiação acaba aumentando.

Por isso existe todo um cuidado e alerta quanto a isso. Crianças menores são mais frágeis e a exposição à radiação não é algo saudável, principalmente se tiver que repetir o exame.

Além disso, segundo especialistas, o mais seguro para a saúde é que uma pessoa faça no máximo 5 exames radiológicos no ano. Mais do que isso pode acabar sendo prejudicial.

O que fazer para diminuir o perigo dos exames de imagem?

Todo exame deve ter um cuidado por trás, e com os exames de imagem não é diferente. Há uma preparação quanto a ele que se precisa seguir para garantir a proteção do corpo.

Sendo assim, coletes revestidos com chapas de chumbo são fundamentais para resguardar o corpo dessa radiação. No exame para flagrar uma pneumonia, por exemplo, é vital que se analise só a parte do pulmão.

Em crianças menores, é necessário que os pais estejam presentes para que ocorra a imobilização do paciente para que o exame não precise ser repetido.

Além disso, usar uma quantidade menor de radiação também é recomendado.

O que os pacientes precisam saber?

Esses exames podem gerar uma preocupação, por isso, acaba sendo vital que o médico esteja ciente e bem-informado sobre o assunto para que possa informar melhor os pais.

Qualquer mito ou superstição pode acabar sendo esclarecido pelos profissionais. Isso porque assuntos que envolvem radiação e crianças, podem gerar muitas dúvidas.

Dessa maneira, tentar passar o máximo de conhecimento para os pacientes é vital para evitar o medo. Lembrando que o exame é algo seguro.

No entanto, a exposição não é algo saudável de acontecer, principalmente em crianças que são mais frágeis e que possuem a imunidade menor que a de adultos.

O principal ponto a se saber sobre a radiação usada nos exames é que ela é do tipo ionizante. Sendo assim, os efeitos causados podem ser indesejáveis.

O ponto de preocupação é só quanto a quantidade de vezes que o exame vai ser feito. Quando ocorre o acúmulo de radiação, os perigos aparentes acabam sendo:

  • Câncer;
  • Lesões;
  • Alteração das células sanguíneas.

Por essa razão é preciso que se use as roupas de proteção, doses menores de radiação e avaliação de necessidade do exame.

Às vezes, o radiologista avalia o pedido de exame e pode apresentar outras alternativas como a ultrassom. Seguir isso faz com que se reduza os riscos.

Quando se tem uma equipe de médicos bem informados e noções sobre a importância que esse assunto tem, com certeza isso deixa de ser uma questão.

Isso porque entende-se que os efeitos da radiação podem ser nocivos à saúde, principalmente quando se trata de crianças. Portanto, todo cuidado se faz necessário nessas horas.

É importante também que os pais reconheçam a autoridade que o médico tem sobre determinado assunto. Sendo assim, ao dizer que o paciente não precisa passar por exames de imagem, não se deve insistir.

Conclusão

Por fim, vimos então quando a radiologia pode ser aplicada em crianças e adolescentes e quais são os efeitos que elas oferecem em quem as faz.

Enfatizamos aqui a necessidade de cuidado para com a atenção ao exame tanto pelo lado médico quanto pelo lado familiar.

É vital que a família informe também quantos procedimentos foram feitos no paciente ao longo do ano para que não se ultrapasse o limite mínimo que é de 5 exames.

Conte aqui nos comentários se você conseguiu compreender o assunto exames de imagem e se restou alguma dúvida sobre esse tema. Além disso, compartilhe este artigo com outras pessoas.